Espetáculos

"Por quem choram as samambaias?"
Escolha, memória e culpa estão entre os temas abordados no espetáculo

Em um lugar “mágico”, um homem se depara com seus medos, sonhos e desejos.  Em meio a um emaranhado de lembranças e acontecimentos fantásticos, ele vê a sua vida passar como um flashback e tem a possibilidade de, mais uma vez, escolher qual caminho seguir.

O espetáculo trata, principalmente, da escolha, da memória e da culpa. Aborda os meandros da consciência e a capacidade que tem o ser humano de criar desculpas e histórias alternativas para justificar posturas nem sempre bem sucedidas.

A montagem recorre a antigas tecnologias para criar um espetáculo contemporâneo, traz à cena alguns recursos teatrais pouco utilizados atualmente e, assim, procura reinventar o “velho” para torná-lo “novo”. Grandes painéis pintados, com um toque neobarroco, embaralham a visão do espectador e dão um tom de desenho animado, espécie de quadrinho gótico. Uma pequena vitrola é usada para garantir boa música francesa, junto a um acordeom e às vozes dos atores. Luzes da ribalta voltam à cena e, assim, esses elementos ressignificados são usados para reforçar o jogo teatral e, ainda, para criar um ambiente mágico de grande beleza plástica, misto de sonho e realidade, de céu e inferno.

Em termos de atuação, o confronto entre dois estilos diferentes, claramente perceptíveis para o espectador, forma a base do jogo teatral. A personagem Parsifal tem sua composição pautada em uma linha mais realista, mais próxima do cotidiano, ainda que atravessada pelos delírios e regressões à infância,. Ao contrário da personagem Angélico Trombeteiro que, fruto dos delírios de Parsifal, adota a estilização, acentuando a teatralidade.

 

SINOPSE

Por quem choram as samambaias? Por Parsifal do Graal (Nunca Achado!) –  guardião de carreiras e agulhas, de papoulas e cogumelos – que, entretempos e no entrelugar habitado pelo Angélico Trombeteiro, viaja pelos desvãos da memória e, entre “xaxins e varandas”, revê seus desejos e medos, suas escolhas e justificativas e procura, desesperadamente, retraçar a rota da trombeta para que ela não toque em Nova York.

Um melodrama cômico? O espetáculo aposta em uma estética que poderíamos chamar de neobarroca e assume os exageros, as ambiguidades e as lacunas que só podem ser preenchidas pela livre fruição da plateia.

 

FICHA TÉCNICA

Texto e direção: Antonio Hildebrando

Elenco: Anna Campos, Enedson Gomes, Miguel Sousa. Participação de Aksan Lindenberg

Cenário: Conceição Bicalho

Figurinos: Ivanil Fernandes

Criação de Luz: Yuri Simon e Enedson Gomes

Maquiagem: Anna Campos e Júlio Vianna

Galeria de Fotos

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